Em encontro com cuidadoras de idosos, Ana Paula debate valorização e regulamentação da profissão


Em comemoração ao Dia Estadual do Cuidador e da Cuidadora de Idosos, a deputada Ana Paula Siqueira (Rede) se reuniu para o debate virtual “Mulheres que Cuidam”, com a vice-presidente da Associação dos Cuidadores de Idosos em Minas Gerais, Giovanna Simeone, e outras profissionais para debater os desafios, o dia a dia e a representatividade da categoria.


“Foi um encontro muito rico, em que acho que as pessoas puderam conhecer mais do universo do cuidado. É importante mostrar a responsabilidade que essas profissionais têm, o valor dessa atividade que exige tanto zelo. São pessoas que lidam com vidas, com respeito e promovem a saúde e a dignidade de uma população que já contribui tanto Foi também um momento de exercitar a sororidade, fortalecendo umas às outras”, afirmou Ana.

Na Assembleia, Ana Paula Siqueira é autora da proposta que se transformou na Lei 23.791/2021, que trata do incentivo e reconhecimento do cuidador e da cuidadora de idosos. Ela ainda apresentou o Projeto de Lei 2474/21, que prevê a inclusão desses profissionais no grupo prioritário de vacinação em Minas. Ana Paula solicitou, por requerimento aprovado na Assembleia, que a Prefeitura de Belo Horizonte adotasse esse critério no processo de imunização, o que pedido foi atendido pelo município no dia 19 de março. Em Minas, a Lei que criou o Dia Estadual do Cuidador e da Cuidadora de Idosos é de autoria do então deputado e vice-prefeito da capital, Paulo Lamac.


Representatividade, cuidado e amor


Durante a live, Giovanna Simeone destacou a importância da categoria se manter unida, do avanço da regulamentação da profissão e do processo de reconhecimento e respeito que esses profissionais vêm conquistando em Minas. “Nós mulheres somos maioria na profissão. Temos que seguir fortes, vencendo preconceitos, ter foco e fé para vencer as barreiras”, disse emocionada ao defender a união e o valor da categoria.


Ana Gilda Santos, liderança do Rio de Janeiro, ponderou os desafios da atividade que exige profissionalismo e amor. “Somos profissionais e queremos ser reconhecidas e valorizadas. Somos trabalhadoras, em maioria mulheres e negras”, pontuou. Gilda também destacou que o idoso precisa muito mais do que uma troca de fralda, pois tem uma história de vida e necessita de um cuidado ampliado. “A qualificação tem um peso importante. Somos guerreiras porque estamos na luta diária”, afirmou destacando o valor da atividade, com a presença da voz das trabalhadoras que estão na ativa diariamente.


Já Priscila Cordeiro, administradora por formação, contou sua história em que escolheu mudar de profissão e se tornar cuidadora e também destacou a importância do trabalho. “Antes de eu me formar cuidadora, a minha visão era outra. É fácil pra alguém dizer ‘eu mesma cuido’, mas vai trocar uma fralda de um acamado. Não é força, é jeito. Temos que ajudar no psicológico do paciente. Muitos estão abandonados pela família. O cuidador além de dar todo o apoio para a família, para o paciente, se torna um amigo e, às vezes, a única pessoa que está junto na semana. Nos tornamos uma base de cuidado e saúde mental”, apontou.


Eli Lopes falou sobre a importância da união da categoria e da empatia não só pelo paciente, mas pelo colega de trabalho. Ao dizer sobre sua trajetória, lembrou de antigos pacientes e da presença que teve na vida deles. “Já dancei com um paciente de cadeira de rodas. Ele me dizia para a esquerda, para a direita, e nós dançamos”, lembrou com carinho. Ela também pontuou casos de preconceito e a importância de se posicionar, como quando denunciou um anúncio que procurava cuidadoras que não fossem negras nem estivessem acima do peso. O caso, inclusive, ganhou repercussão na imprensa.


Rose Lopes participou do debate virtual enquanto realizava seu trabalho, mostrando o dinamismo da profissão. Ela comentou sobre o momento delicado da pandemia, já que o trabalho lida com o grupo prioritário e mais vulnerável à Covid-19. “Foi complicado, cheio de medo e de precauções. Eu mesma convivia com minha família e a minha assistida que, infelizmente, faleceu no meio da pandemia, não por Covid. Continuo trabalhando. Tomo muitos cuidados, aprendemos a conviver e lidar com essa situação”, desabafou.


Durante o debate, Ana Paula Siqueira e todas as participantes lembraram a importância da força da Associação dos Cuidadores de Idosos de Minas, comandada por Jorge Roberto, e que em 2021, completa 15 anos de trabalho e representatividade.

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